sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PELOS DIAS, DA CRIANÇA E DO PROFESSOR

Olá!
Quer, de fato, fazer das duas datas (da Criança e do Professor), momentos para pensar o fortalecimento de um tema educacional?
Então, assista (ou reveja) o que se encontra a partir de http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU e veicule, repense sobre o industrialismo/consumismo e ajude na co-regulamentação da publicidade voltada para a Infância e a Adolescência, no Brasil.
Princípios básicos do Direito; atendimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente; limites éticos na mídia, ..., constituem-se também em tópicos de Educação, cuja responsabilidade não se limita à sala de aula. Aliás, é fundamental que a família deixe sua zona de conforto e assuma o que tem sido repassado ao professor, à babá, à diarista, à televisão, ...
A produção (Criança, a alma do negócio), Direção de Estela Renner, tem sido apresentada pela TV Cultura (carente de audiência!) e, via Google, você pode assistir em seus seis capítulos.
"A Escola, sozinha, não existe." (Paulo Freire)
Abraço,
gol.

domingo, 4 de outubro de 2009

DUERME, NEGRITA!

Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo, negrito.

Duerme, duerme, mobila
Que tu mama está en el campo, mobila
Te va traer codornices

Para ti.
Te va a traer rica fruta
Para ti
Te va a traer carne de cerdo
Para ti.
Te va a traer muchas cosas
Para ti.
Y si el negro no se duerme

Viene el diablo blancoY zas le come la patita
Chacapumba, chacapumba, apumba, chacapumba.

Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo,
Negrito.

Gracias, por todo!
1935 - 2009.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DA TERRA NASCEM ... OS JUIZES.

O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, 41, será o novo Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Sem dificuldades, ele passou pelo crivo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e do Senado, nesta quarta-feira (30/09/2009).

Claro que nada a ver com PEQUENOS detalhes:

(a) ter sido ele advogado do PT/Lula;
(b) não possuir nenhum título acadêmico;
(c) haver sido reprovado em 2 (dois) Concursos para Juiz;
(d) constar como processado em ação no Estado do Amapá, em primeira instância.

Afinal, somos um país democrático, onde todas "as mães nascem analfabetas" e o sujeito em foco, pode apresentar um Curriculum Vitae perfeito e coerente, para tempos que correm, em Pindorama!
Ele já vem pronto para conviver com seus pares!

E você?
Foi para a Escola? Cursou Graduação e Pós-Graducação? Comprou livros, ralou de estudar? Escreveu e publicou? Deu aulas? Tocou Projetos? Prestou Concursos e foi aprovado(a)???

BEM FEITO PARA A SUA E PARA A MINHA CARA!

"Tudo como dantes, no Quartel de Abrantes!", como já foi há muito dito e previsto.
gol.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

UM ZELAYA EQUIVALE A MILHÕES!

O Brasil acaba de assumir a guarda de um adulto chamado Zelaya (http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/09/28/ult1859u1541.jhtm).
Portanto:
a- nunca mais Meninos de, ou nas Ruas, por aqui;
b- nenhuma criança ou jovem, sem Escola de Qualidade, ou sem Projeto, por inépcia de "políticas econômicas";
c- nenhum idoso sem guarida;
d- nenhum doente em calçadas, ou filas do SUS;
e- nenhum Sem Terra, ou Sem Teto, ou Sem Emprego;
f- nenhum(a) Professor(a) tratado como insignificante, nem insignepartinte!
Quem pariu Zelaya, que embale!
gol.

BRASÍLIA & TEGUCIGALPA

A propósito da matéria veiculada em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/09/28/ult1859u1541.jhtm

No que pode resultar, quando os mudos e/ou confusos, "falam" aos surdos???
gol.

EDUCAÇÃO E .., OU PARA A "SUSTENTABILIDADE".

Há pouco tempo, questionando o movimento existente no Brasil e que se vêm chamando “educação ambiental”, dei-me ao trabalho de realizar um levantamento sobre as diferentes “educações” que o País já inventou e encontrei uma quantidade significativa delas: quase 20 (vinte) títulos que envolveram projetos, recursos, propaganda, discursos, ... e, invariavelmente, o desaparecimento das idéias. À guisa de ilustração, eis algumas das chamadas, que denotam não um Programa Nacional de Educação, mas aligeiradas iniciativas decorrentes de “problemas” de momento: “Educação para o Trabalho”; “Educação para o Futuro”; “Educação para a Saúde”; “Educação para a Inclusão”; “Educação para Todos”; “Educação para os Media”; “Educação para uma Nova Amazônia”; “Educação para Professores”; “Educação para a Sustentabilidade”; “Educação para as Ciências”; “Educação para a Inovação”; “Educação para Além do Capital”; “Educação para o Desenvolvimento Sustentável”; “Educação para a Qualidade”; “Educação para a Verdade”; “Educação para os Direitos Humanos”; “Educação para Parcerias” e, a mais citada, “Educação Ambiental”.

Não bastasse o que tudo isso deve ter significado em termos de investimentos, o senso crítico alerta para aspectos que vão do pleonasmo vicioso (“educação” para: a inclusão; professores; futuro; a verdade; ...), à ineficiência e à ineficácia desta mania nacional de gerar campanhas-tampão, em detrimento de uma efetiva transformação educacional. Os fatos demonstram que, na verdade:
a- além dos problemas crônicos de investimentos e diretrizes de qualidade nas Escolas Públicas, os Cursos de Formação de Formadores (Licenciaturas e Pedagogia), nem de perto acompanham as revoluções no campo da Neurociência, por exemplo. Enquanto pesquisadores como H. Gardner, D. Goleman, G. Doman, D. Guerrero, S. Ortiz, A. Vega, C. Antunes, J.A. Gaiarsa, ..., vêm demonstrando, há mais de 50 anos, os avanços do conhecimento sobre como o ser humano aprende, os futuros educadores permanecem submetidos a currículos obsoletos comprometidos com especialismos estanques temperados de discursos ideologizantes e até partidaristas;
b- a Educação Integral, de óbvia conotação sistêmica (de inter- a transdisciplinar), prescinde de eufemismos, redundâncias e/ou campanhas, pois o conhecimento pressupõe o domínio das conexões entre as áreas, a interpretação das interdependências das categorias de Jung (Artes – Filosofia – Ciências –Tradições);
c- segundo Genn Doman (Institutos para o Desenvolvimento do Potencial da Filadélfia, EUA), a criança já aos 3-4 anos de idade, independentemente de ser dotada de Altas Habilidades, já é capaz de ler e escrever corretamente, conhecer Aritmética, iniciar-se em música e em idioma estrangeiro. O “segredo”, segundo esta instituição de pesquisa, está na qualidade da relação mãe-filho, pois o Homo Sapiens possui um encáfalo apto a tais competências e habilidades. As obras que abordam tais informações encontram-se na literatura corrente, inclusive em Português – resta que a formação de educadores se atualize.

Por decorrência, qual o motivo de necessitarmos de uma “educação para a sustentabilidade” que somente viria a adicionar à estranha lista de outras “educações” do Brasil? Entendo que ser educado para uma outra relação sociedade-natureza, implica em interpretações de relações. Por exemplo: jovens e adultos precisam compreender que a questão da “sustentabilidade” em Serra Leoa não depende de um projeto de “educação ambiental” ou assemelhado e sim de uma análise conjuntural que faça compreender que, enquanto garimpeiros miseráveis, sob jugo de milícias genocidas da RUF (Frente Unida Revolucionária), recebiam US$ 15,00 por um diamante e esta mesma pedra terminava sendo comercializada por US 1,5 milhão, em Antuérpia, Amsterdã ou Telaviv. Ou ainda: por que um caboclo na Amazônia recebe por um tronco de mogno R$ 15,00 e, quando este é transformado em cabeceiras de camas na Europa, cada uma delas chega a valer US$ 3.000,00?! Ao sujeito educado sócio-ambientalmente, cabe a análise e interpretação destes fatos – resta que se discutam em que momento, visando que projeto de vida e ..., naturalmente contando com dados, informações e educadores qualificados.

Concluindo: não me fazem sentido, nem “educação e ...”, ou “educação para a sustentabilidade”. O que se deve ter claro é o que entendemos por Educação e por sustentabilidade; que País e que povo desejamos ter e ser. No mais, as crianças e os jovens dotados de uma fantástica rede neural, bem como de teoria, métodos e técnicas para uma outra Pedagogia, estão fartamente disponibilizados no País. O que não percebo é a eterna questão da vontade política, os diálogos entre especialistas comprometidos com um só Projeto e o rompimento com um processo ensino-aprendizagem estacionado no século XIX e olhando para a Idade Média.

À GUISA DE EDITORIAL

O Brasil é um espaço imenso, onde o passado não reconhece o seu lugar e teima em estar sempre presente. Não é difícil parafrasear Mário Quintana para se tentar compreender essa recorrência, este eterno permanecer de alguns velhos hábitos e costumes, destacadamente em relação às políticas (partidárias, públicas, de gênero, econômica, ...).
Não por acaso, nosso idioma é (aparentemente) o único que contém o verbete 'saudade'. E Neruda ensina que "saudade, é amar um passado que ainda não passou; é recusar um presente que nos machuca; é não ver o futuro que nos convida."
Mas, os poetas não nos explicam com suas máximas, por que Portugal avança, mesmo depois de décadas de Salazar e obscurantismo fascista ...
Talvez então Millôr Fernandes, em seu sempre lúcido e enorme minimalismo, desvende a coisa toda ao dizer que, o "passado, é o futuro usado."
Temos usado muito mal o nosso futuro.
Qual é o Projeto de Brasil? O que desejamos ser, quando formos grandes (no sentido de adultidade)?
Percebo que os Países que geram notícias de fato (e não factóides, por vezes hilários, quando não, ridículos), têm um Projeto Nacional nas mãos.
Este Blog tem a pretensão de conjugar um tempo verbal não previsto pela Gramática (Presente do Futuro) e adicionando aos nossos pronomes pessoais do caso reto, o Nós Outros.
Dessas palavras-chave (Projeto de Brasil - Presente do Futuro - Nós Outros), faço a trilogia inicial do Blog. Penso que outras virão, principalmente se puder contar com seus retornos, críticas, sugestões, revisões, ...
Bom dia e boa sorte!
gol.